Fecundidade cai e afeta ritmo de crescimento da população, diz o Censo

By | outubro 17, 2012 at 4:49 pm | No comments | Política | Tags: , , ,

Do Valor Econômico em 17/10/2012

RIO – O ritmo de crescimento da população brasileira caiu para menos da metade na última década, devido à redução da taxa de fecundidade da população brasileira. A análise partiu do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que divulgou nesta quarta-feira os resultados de Nupcialidade, Fecundidade e Migração e Famílias e Domicílios do Censo 2010.

Segundo o instituto, a taxa de fecundidade total no Brasil era de seis filhos por mulher, até chegar a 1,90 filho em 2010 – abaixo do chamado “nível de reposição”, de 2,1 filhos por mulher, que garantiria a substituição das gerações. Isso, na prática, levou a uma taxa de crescimento média anual de 1,17% da população brasileira entre 2000 e 2010 – sendo que, em períodos anteriores a 2000, o patamar de crescimento chegava a 3% ao ano, salientou o IBGE.

O menor ritmo de fecundidade também teve influência na mudança da estrutura etária populacional do país, que se apresenta agora mais envelhecida, devido ao aumento proporcional de idosos e diminuição da parcela de crianças no total da população.

Até 2000, a tendência no Brasil era de rejuvenescimento do padrão de fecundidade. Mas isso mudou no espaço de uma década. Em dez anos a fecundidade caiu 24,6% nas áreas rurais, com 2,63 filhos por mulher em 2010; e recuou 17,9% nas áreas urbanas, com 1,79 filho por mulher também em 2010.

Nas delimitações por raça pesquisadas pelo instituto, em dez anos houve quedas de fecundidade de 20,3% entre os que se declararam como brancos; de 24,1% entre os que se identificaram como negros, e de 22,8% entre os que se identificaram como pardos. As quedas mais intensas nas taxas de fecundidade, em termos percentuais entre 2000 e 2010, ocorreram nos grupos de mulheres negras nas regiões Nordeste (29,1%); Norte (27,8%); e Sul (25,3%).

Mães maduras

Mulheres com renda mais elevada normalmente têm filhos mais velhas.O instituto apurou que mulheres de diferentes níveis de rendimento apresentam comportamento diferenciado. Os quatro grupos de mulheres com renda de até um salário mínimo domiciliar per capita possuem fecundidade concentrada na faixa etária entre 20 e 24 anos.

As mulheres que vivem em domicílios com renda per capita entre um e dois salários mínimos são mais fecundas entre 25 anos e 29 anos. Já nos três grupos de maior ganho, que compreendem faixas acima de dois salários mínimos per capita por domicílio, o maior nível de fecundidade é concentrado entre mulheres de 30 anos a 34 anos – sendo mais concentrado nas faixas acima de três salários mínimos per capita.

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