Do O Globo – 20/06/2012
O objetivo é realizar uma Copa do Mundo que crie novos parâmetros em preservação e redução do impacto no meio ambiente. E, para tanto, ontem, em evento que fez parte do calendário da Rio+20, a Fifa anunciou um investimento de US$ 20 milhões em ações de sustentabilidade na Copa de 2014, no Brasil.
Em paralelo, uma iniciativa brasileira criou uma norma que a Fifa vai adotar nos próximos Mundiais. O BNDES, principal financiador de boa parte das obras de construções e reformas de estádios, impôs como condição para a liberação de recursos a certificação LEED de construção ecologicamente correta. A Fifa, que originalmente não fazia tal exigência aos países sede, já determinou que em 2018, na Copa da Rússia, nenhuma partida seja jogada em estádios sem tal certificação.
As ações de sustentabilidade pretendem incluir preservação ambiental, responsabilidade e inclusão social.
- A decisão da Fifa casa com o esforço do Brasil em promover desenvolvimento econômico com preservação ambiental – afirmou Luís Fernandes, Secretário Executivo do Ministério do Esporte.
- Desde 2011, temos integração com câmaras temáticas do Brasil que tratam de meio ambiente. Temos que dar exemplo. Governamos o esporte mais popular do mundo – acrescentou o argentino Federico Addiechi, diretor de responsabilidade social da Fifa, que se intitula a primeira entidade esportiva a criar um órgão voltado para sustentabilidade em seus eventos.
Além da exigência de certificação para os chamados “estádios verdes”, a Copa do Mundo de 2014 tem outras ações planejadas. Pela primeira vez na história do evento, será feito um relatório completo de sustentabilidade com base em parâmetros internacionais. Além disso, será feito um inventário completo das emissões de dióxido de carbono, de modo a permitir a elaboração de medidas para reduzir o impacto e compensar tais emissões.
Vários estádios do Mundial terão instalados sistemas de captação de energia solar, além de utilizarem a água das chuvas para abastecer reservatórios e sistemas de irrigação dos gramados. A Fifa e o Comitê Organizador serão responsáveis pelos materiais originados das demolições de antigos estádios e os resíduos de obras. Serão promovidas ações de reciclagem com cooperativas.